ESEC de Assis
SP

estatísticas da área

Espécies registradas::
30
Espécies com foto:
30
Espécies com som:
0
Total de registros:
71
Total de fotos:
71
Total de sons:
0

primeiros registros fotográficos

pica-pau-do-campo
Bruno Möller
arapaçu-de-cerrado
Bruno Möller
joão-de-barro
Bruno Möller
tico-tico
Bruno Möller
saíra-amarela
Bruno Möller
Áreas de Observação

Estação Ecológica de Assis

Trata-se de unidade de conservação de proteção integral situada no município de Assis, Estado de São Paulo, que possui área de 1.760,64 hectares e foi criada “com a finalidade de proteção ao ambiente natural, realização de pesquisas básicas e aplicadas e desenvolvimento de programa de educação conservacionista.” (Artigo 1º do Decreto Estadual nº 35.697, de 21 de setembro de 1.992).

A Estação Ecológica situa-se nas terras mais altas de Assis (entre 500 e 588m) e é onde estão localizadas as cabeceiras dos córregos Pirapitinga, Campestre e Palmitalzinho, corpos d’água da maior relevância para o abastecimento do município.

O topo das colinas que compõem o relevo da ESEC é amplo e aplainado e as vertentes são predominantemente retilíneas. O local é zona de transição entre dois tipos climáticos: Cwa e Cfa de Koppen, ambos caracterizados por verões quentes e chuvosos e invernos secos, mas diferenciados pela duração do período de estiagem.

A área é ocupada, predominantemente, por vegetação de cerrado lato sensu, com tipos vegetacionais ripários e áreas de transição para a Floresta Estacional Semidecidual. Há, também, áreas anteriormente ocupadas por Pinus e Eucalyptus que foram invadidos por samambaias (Pteridium arachnoideum) e nas quais o cerrado está a se regenerar.

FAUNA

Na elaboração do Plano de Manejo da Estação Ecológica de Assis foram geradas duas tabelas com base em registros e levantamentos faunísticos, uma para mamíferos (22 espécies) e outra para aves (170 espécies) cuja presença tenha sido registrada na área. Essas tabelas contém os nomes científicos e o grau de ameaça sofrida por cada uma das espécies. As listagens abaixo, porém, apresentam apenas os nomes populares das espécies. Para obtenção de maiores detalhes, deve-se consultar os Anexos 3 e 4 do Plano de Manejo (link no rodapé).

MASTOFAUNA: gambá, tamanduá-mirim, tatu-de-rabo-mole, tatu-galinha, tatu-peba, cachorro-do-mato, quati, mão-pelada, irara, jaguatirica, gato-maracajá, gato-mourisco, jaguarondi, onça-parda, anta, cateto, veado-catingueiro, ouriço-cacheiro, capivara, paca e cutia.

Nos levantamentos efetuados na área da ESEC não foram encontrados primatas, nem mesmo vestígios deles. Contudo, um fragmento muito pequeno de mata nativa na zona rural de Assis, distante da Estação Ecológica, é o precário lar de um bando de macacos-prego.

CLIQUE AQUI para assistir um vídeo a respeito desse assunto.

AVIFAUNA: inhambu-chororó, inhambu-chintã, perdiz, codorna, jacupemba, mergulhão-caçador, biguauna, garça-dorminhoca, garça-vaqueira, garça-branca, maria-faceira, tapicuru, urubu-preto, gavião-caramujeiro, sovi, gavião-miúdo, gavião-carijó, gavião-de-cauda-curta, caracará, carrapateiro, quiriquiri, falcão-de-coleira, saracura-três-potes, sanã-carijó, saracura-preta, galinha-d'água, seriema, quero-quero, jaçanã, rolinha-roxa, fogo-apagou, pomba-pedrês, pombão ou asa-branca, pomba-galega, avoante, juriti-pupu, aratinga-de-bando, tuim, periquito-de-asa-amarela, alma-de-gato, anu-preto, anu-branco, saci-pavão, suindara, corujinha-de-orelhas, coruja-buraqueira, urutau, tuju, curiango, joão-corta-pau, bacurau-chintã, bacurau-tesoura, taperá-do-temporal, rabo-branco-acanelado, beija-flor-tesoura, beija-flor-preto, beija-flor-de-veste-preta, esmeralda-de-bico-vermelho, beija-flor-dourado, surucuá-variado, martim-pescador-grande, martim-pescador-verde, juruva, ariramba-de-cauda-ruiva, pica-pau-anão-escamado, pica-pau-branco, pica-pau-pequeno, pica-pau-carijó, pica-pau-do-campo, pica-pau-velho, pica-pau-de-banda-branca, choró-boi, choca-barrada, choca-bate-cabo, choca-da-mata, formigueiro-ruivo, chupa-dente-marrom, arapaçu-do-cerrado, joão-de-barro, joão-teneném, barranqueiro-de-olho-branco, abre-asa-cabeçudo, maria-olho-de-ouro, tororó, ferreirinho-relógio, piolhinho, maria-é-dia, chibum, guaracava-de-óculos, risadinha, alegrinho, bagageiro, maria-amarelinha, maria-barulhenta, patinho, Felipe, enferrujado, guaracavuçu, tesoura-do-brejo, maria-velhinha, suiriri-cavaleiro, bem-te-vi-de-coroa-vermelha, bem-te-vi-verdadeiro, bem-te-vi-rajado, neinei, bem-te-vi-peitica, suiriri-verdadeiro, tesourinha, maria-ruiva, irré, maria-cavaleira, maria-de-asa-ruiva, soldadinho, flautim, caneleiro-de-crista, pitiguari, juruviara, vite-vite-de-olho-cinza, gralha-do-cerrado, gralha-picaça, andorinha-do-rio, andorinha-de-frente-branca, andorinha-do-campo, andorinha-grande, andorinha-azul-e-branca, andorinha-serradora, andorinha-da-chaminé, corruíra-de-casa, sabiá-ferreiro, sabiá-de-cabeça-cinza, sabiá-poca, tejo-do-campo, caminheiro-zumbidor, cambacica, tiê-veludo, saíra-de-chapéu-preto, bandoleta, tiê-de-topete, sanhaço-de-fogo, pipira-vermelha, sanhaço-cinza, saíra-viúva, saíra-cabocla, saí-andorinha, saí-azul, saíra-de-papo-preto, figuinha-bicuda, tico-tico-verdadeiro, tico-tico-do-campo, tiziu, bigodinho, coleirinha, cigarrinha-do-coqueiro, tico-tico-de-bico-amarelo, tico-tico-rei, trinca-ferro, azulão, mariquita, pia-cobra, pula-pula-coroado, pula-pula-amarelo, encontro, pássaro-preto, dragão-do-brejo, chopim, polícia-inglesa, vivi e pardal.

CLIQUE AQUI para assistir um vídeo sobre as conseqüências das queimadas na região de Assis.

História

A Estação Ecológica de Assis foi criada pelo Decreto Estadual nº 35.697, de 21/09/1992, e posteriormente ampliada pelo Decreto Estadual nº 47.097, de 18/09/2002.

Segundo o Plano de Manejo da U.C., ‴A área da unidade e parte de uma gleba única de 2.000 alqueires (4840 ha), declarada de utilidade publica em 1952 (Decreto 21.876, de 24/11/1952) e adquirida de seus proprietários, Senhor Antonio Silva e sua esposa, Antonia Binato Silva, pela Fazenda do Estado, em 21/01/1953, pelo valor de Cr$5.400.000,00. Em valores atualizados, a terra foi desapropriada por R$1.660, 00 o alqueire. A área era utilizada, em sua maior parte, para pastoreio extensivo, com perturbações diversas, especialmente fogo freqüente, desmatamento e até alguns pequenos trechos de agricultura de subsistência.´(…) A desapropriação da área, que foi destinada a Estrada de Ferro Sorocabana - EFS, teve como finalidade a criação de um horto para a produção de lenha e madeira para abastecer a ferrovia. Como até 1957 nada havia sido plantado pela EFS, o então prefeito municipal solicitou a área para a instalação de um projeto de colonização, pretendendo dividir a área em pequenos lotes que seriam vendidos para interessados em citricultura.

Uma vez que os solos não se prestavam a esta finalidade, conforme atestado pelo Eng. Agr. Octavio Teixeira Mendes Sobrinho, esta idéia não evoluiu.

Uma nova proposta, então do representante do Serviço Florestal Estadual (Eng. Agr. Ismar Ramos), foi encaminhada ao Secretário da Agricultura, solicitando a área para que o Serviço Florestal a utilizasse, como parte do plano do governo estadual de reflorestar, com Pinus, 40 a 50.000 alqueires de terras inadequadas para a agricultura.

A proposta foi acatada em parte, pois a Estrada de Ferro Sorocabana havia então reflorestado com eucalipto 500 alqueires na Gleba A, ficando o restante (Glebas B e C) cedido ao Serviço Florestal. A área, cedida ao Serviço Florestal em 09/06/1960, com o aval do Governador Carlos Alberto Carvalho Pinto, por meio de convênio com a Estrada de Ferro Sorocabana, compreendia, portanto, todas as terras a oeste da estrada Assis – Marília (Glebas B e C). O Serviço Florestal reflorestou mais da metade dessa área (Gleba C) com espécies do gênero Pinus, ficando boa parte (quase toda a gleba B) com vegetação de Cerrado. A área reflorestada pelo Serviço Florestal tinha a denominação de Horto Florestal de Assis.

Em 1970, o Serviço Florestal passou a ser denominado Instituto Florestal, tendo como principal atribuição a pesquisa cientifica. A área do Horto Florestal passou, desde então, a ser denominada Estação Experimental de Assis, compreendendo as glebas B e C, que já estavam sob seu domínio, e retomando a gleba A, que havia ficado sob o domínio da EFS e, em seguida, da Companhia Agrícola, Imobiliária e Colonizadora - CAIC, de modo a reintegrar a área total de 4840 ha, desapropriada em 1953.

Em 1986, esta área foi reduzida em 360 ha, cedidos ao Instituto Agronômico de Campinas (hoje APTA), de modo que a área sob domínio do Instituto Florestal passou a ser de 4.480 ha.

Diante da falta de recursos para reflorestar toda a área, o cerrado foi sendo preservado, ao mesmo tempo em que mudanças importantes ocorriam nas prioridades institucionais: o Instituto Florestal, antes subordinado a Secretaria da Agricultura, passou a integrar a Secretaria do Meio Ambiente, cujas preocupações seriam, eminentemente, conservacionistas.

Foi neste cenário que a administração da então Estação Experimental propôs a criação da Estação Ecológica de Assis, para assegurar a preservação dessa área natural antes que fosse vencida por alguma das diferentes formas de pressão a que vinha sendo submetida.

Assim, em 1992, uma área de 1.312,30 ha (cerca de três quartos da gleba B), coberta por vegetação de Cerrado, foi transformada em Estação Ecológica (Decreto no35.697, de 21/09/92).

Em 18 de setembro de 2002, por ato do governo do Estado de São Paulo (Decreto Estadual 47.097), a pedido da chefia da Seção de Assis, a área da Estação Ecológica foi ampliada para 1.760,64 ha (área total da gleba B), com a incorporação de parte da Estação Experimental de Assis, contendo antigos talhões reflorestados com espécies introduzidas dos gêneros Pinus e Eucalyptus, sob os quais a vegetação de cerrado encontra-se em processo, geralmente avançado, de regeneração natural.

A ampliação foi solicitada para atender a recomendação do Plano de Manejo de 1995, com a finalidade de proteger definitivamente as nascentes do manancial de abastecimento de Assis, substituindo-se a floresta de eucalipto pela vegetação de cerrado, em beneficio da maior produção de água e visando a ampliação do habitat para a fauna silvestre.‴

Infra-estrutura

‴A Estação Ecológica de Assis não dispõe de corpo de funcionários e nem de infra-estrutura própria. Existem apenas aceiros, estradas internas e cercas nas divisas com propriedades particulares. Todos os serviços e infra-estrutura que atendem a unidade são da Floresta Estadual de Assis e encontram-se relacionados no Plano de Manejo daquela Unidade

A única atividade de Educação Ambiental desenvolvida no interior da Estação Ecológica de Assis é o percurso da Trilha do Cerrado, em grupos acompanhados por monitores. As visitas são agendadas previamente. A trilha tem percurso de 1000 m, passando por diferentes ambientes (cerrado tipico, cerradão, mata-galeria). Para dar suporte aos monitores, foi elaborado um Guia do Monitor, com abordagem detalhada de todos os temas tratados no percurso. Trata-se de uma atividade eventual, que atende, em media, a 500 participantes por ano, compreendendo escolares e grupos organizados de outra natureza (cursos de especialização, escoteiros, etc.). A visita faz parte de um programa mais amplo, desenvolvido pelo Instituto Florestal ha mais de 25 anos, portanto antes mesmo da criação da Estação Ecológica. Esse trabalho se estende a professores e alunos da rede pública, grupos organizados e comunidades vizinhas.‴

Últimos registros fotográficos

Últimos registros sonoros

Referências

Plano de Manejo da ESEC de Assis

http://www.iflorestal.sp.gov.br/Plano_de_manejo/EEc_Assis/Plano_de_Manejo_EEc_Assis.pdf

ALESP

http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/1992/decreto-35697-21.09.1992.html

http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/2002/decreto-47097-18.09.2002.html